A De Heus e os Pequenos Ruminantes

17 abril 2017

Estávamos no final da década de 80, quando a Saprogal, hoje De Heus Nutrição Animal, começou a dedicar-se ao maneio e alimentação dos pequenos ruminantes.

Estas espécies, que eram tidas como ruminantes de inferior importância sendo, como tal, descoradas nos aspectos que dizem respeito às suas necessidades alimentares ao longo da sua vida produtiva, bem como, durante a evolução do seu estado fisiológico.
Este aspecto negativo como eram encarados os pequenos ruminantes foi, para a De Heus, uma oportunidade para se dedicar à sua alimentação, comunicando e ajudando a produção a adotar técnicas e programas alimentares, que permitissem alimentar de uma forma mais correcta e eficaz, permitindo melhores resultados económicos e animais mais saudáveis.
Assim, a partir desta altura, foram realizadas inúmeras ações de divulgação nas zonas mais representativas do país para a espécie Ovina, tentando transmitir as boas práticas de maneio e apresentando os mais modernos “ programas alimentares “.
Com estas acções, a De Heus diferenciando-se da sua concorrência e, criando notoriedade junto da produção, situação que se tem mantido até aos dias de hoje.
Iniciamos com os ovinos para produção de carne que, aquela data, eram os mais representativos, depois vieram os ovinos especializados para a produção de leite e, mais recentemente, os caprinos para produção de leite.

Ovinos para produção de carne

Sendo os mais representativos, foi aqui que a De Heus se empenhou a divulgar e implementar as novas técnicas de alimentação.
Realizaram-se ações nas regiões mais importantes do país, nomeadamente Castelo Branco, Ponte de Sôr, Évora e Litoral alentejano.
As ações visavam chamar à atenção para as necessidades alimentares das ovelhas consoante o seu estado fisiológico. Foi realçado a importância de uma adequada alimentação nas fases da cobrição, pré-parto e amamentação.
Quanto ao borrego, salientamos a fase de amamentação e a capacidade leiteira da mãe. Fomos pioneiros na suplementação dos borregos durante esta fase, criando alimentos próprios, saindo os jovens borregos melhor preparados para o posterior desmame.
Nos sistemas mais intensivos de 3 partos em 2 anos, fomos pioneiros no desmame precoce aos 2 meses, com a ajuda da suplementação de produtos específicos para o efeito.
Já na década de meados dos anos 90, começamos a fornecer as engordas intensivas de borregos que iam surgindo, criando e desenvolvendo os produtos adequados para cada situação.
Nesta altura começamos a fornecer, com produtos próprios, o maior centro de engorda do país, situação que se mantem nos dias de hoje.
Neste centro, sempre atento às evoluções do mercado, fomos também acompanhando as necessidades do mesmo, formulando os produtos de acordo com as suas necessidades.
Também aqui fomos pioneiros no desenvolvimento de um produto para ser administrado à descrição, sem administração de alimento fibroso (palha), a não ser a necessária para a cama dos animais.
Um longo e proveitoso trabalho, desenvolvido pela De Heus nesta área, e que continua a dar seguimento, à medida das necessidades dos produtores e do mercado.

Ovinos para produção de leite
A ovinotecnia foi evoluindo na década de 90, e os rebanhos de ovelhas começaram a especializar-se.
Os rebanhos de produções mistas, carne e leite, deram lugar a rebanhos especializados na produção de borregos para carne e, rebanhos especializados para produção de leite.
Assim, as explorações intensivas de leite de ovelha passaram a ser uma realidade, especialmente nas bacias tradicionais e com nome nos seus afamados queijos que, posteriormente, evoluíram para Regiões com denominação de origem protegida.
À medida que estas explorações iam surgindo, foi necessária criar uma alimentação adequada, que fizesse face às necessidades alimentares destas ovelhas produtivas.
A De Heus, já líder nas explorações de ovinos de carne, facilmente se implantou nestas bacias leiteiras de leite de ovelha, nomeadamente Serpa, Azeitão, Castelo Branco e Évora.
Também nesta área técnica foi pioneira no desmame ultra precoce de borregos, ao 30 – 35 dias de vida, com a ajuda de super alimentos criados para o efeito. Conseguiu-se, assim, um maior aproveitamento de leite para comercializar ou produzir queijo.
No início do ano 2000, e para a região de Serpa, elaborou um planning para produção de leite ao longo de todo o ano, dividindo o rebanho em 3 grupos de produção, identificados com coleiras de diferentes cores, e alimentados de acordo o seu estado fisiológico e nível produtivo.
Também nesta altura, implementamos um programa de análises de leite, visado a melhoria das suas qualidades químicas e microbiológicas, assim como a contagem das células somáticas.
Este sistema foi largamente difundido e ainda hoje se encontra actual.
À medida que se foram apurando geneticamente as raças de ovelhas de leite, também a nível de alimentação a De Heus se foi posicionando por forma a dar cobertura às diferentes necessidades alimentares, criando produtos específicos para as diferentes situações, atitude que ainda hoje se mantem.

Caprinos para produção de leite
A produção de leite de cabra, tem vindo a aumentar e espera-se que assim continue no futuro.
À semelhança dos ovinos, surgiram e vão surgindo explorações intensivas de produção de leite de cabra, tecnicamente evoluídas e especializadas.
A De Heus, atenta a esta nova necessidade do mercado, desenvolveu produtos para estas situações, ocupando um lugar de relevância neste mercado.
Em explorações de maior dimensão, desenvolveu produtos específicos, adequados às necessidades das mesmas.
Também nesta espécie foi pioneira no desenvolvimento de produtos para serem administrados à descrição às cabras em produção de leite.
No que diz respeito aos cabritos, programas semelhantes ao dos borregos são adotados, havendo, mesmo, produtos comuns para ambas as espécies.

Um longo mas proveitoso caminho, percorrido pela De Heus, em prol dos pequenos ruminantes, família muitas vezes preterida a favor dos grandes ruminantes.

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