Restrição de Alimentos na Engorda de Coelhos

07 janeiro 2019

Na República Checa, a De Heus tem uma exploração de testes na qual verificámos na prática os pressupostos teóricos acima descritos. Ao mesmo tempo, também estávamos interessados em verificar qual o efeito da restrição de alimentos no peso dos animais no momento do abate. Abaixo apresentamos os resultados desta experiência.

O teste incluiu 737 coelhos divididos em 3 grupos. Um grupo foi alimentado ad libitum (“à vontade”), o grupo B foi alimentado com reduções de 10% e o grupo C com uma restrição de 20% da ração diária. Todos os coelhos foram alimentados com o mesmo lote de ração. Os coelhos foram desmamados aos 39 dias de idade. Durante o teste não foram utilizados quaisquer antibióticos. Os coelhos tiveram acesso ilimitado a água.

Os resultados confirmam a hipótese de que a restrição alimentar melhora a conversão alimentar.

Não há diferenças entre o grupo alimentado ad libitum e o que foi sujeito a uma restrição de 10%. Já no grupo alimentado com uma restrição de 20%, o aumento de mortalidade é significativamente menor.

O desenvolvimento da mortalidade também confirma os pressupostos de que a restrição alimentar tem um efeito directo sobre a mortalidade total de coelhos na engorda. No nosso ensaio, a mortalidade durante a engorda no grupo alimentado com uma restrição de 20% foi metade da do grupo alimentado ad libitum.

CONCLUSÃO
Embora a engorda diária e o peso ao abate fossem mais baixos no grupo alimentado com uma redução de 20%, a menor mortalidade fez com que esse fosse o grupo que produziu um maior peso total de carne vendida. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, graças à melhor conversão alimentar para o grupo C, este foi o que teve menor consumo de ração, com a consequente redução de custos. A combinação destes dois factores fazem deste grupo o mais rentável para os criadores.

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